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Pró-VidaTestemunhos
O ultrassom que mudou a minha vida

Ex-diretora de clínica de abortos conta como abandonou a cultura da morte para
se tornar ativista pró-vida

Abby JohnsonTradução: Equipe Christo Nihil Praeponere
12.Mar.2015Tempo de leitura: 11 minutos

O texto que segue é o primeiro capítulo do livro Unplanned (sem tradução para o
português), da ativista pró-vida Abby Johnson. Conta como um simples ultrassom
mudou totalmente a sua história e revelou a ela a terrível verdade sobre o
aborto. A sua experiência é muito parecida com a do dr. Bernard Nathanson,
produtor do filme "O Grito Silencioso". Se ainda não assistiu ao vídeo, clique
aqui. Nessa produção, é possível acompanhar, com detalhes de um ultrassom, como
é feito um aborto.

Sem mais delongas, eis o testemunho de Abby:

> A cabeça de Cheryl apareceu em meu escritório. "Abby, precisam de mais uma
> pessoa na sala de exames. Você está disponível?"
> 
> Eu levantei os olhos de minha papelada, surpresa. "Claro."
> 
> Embora estivesse com a Planned Parenthood por oito anos, nunca tinha sido
> chamada para a sala de exames para ajudar a equipe médica durante um aborto, e
> não fazia ideia por que precisavam de mim agora. Eram as enfermeiras
> instrumentistas quem ajudavam nos abortos, não as outras equipes da clínica.
> Como diretora dessa clínica em Bryan, Texas, eu podia ocupar qualquer posição,
> se fosse necessário, exceto, é claro, a dos médicos e enfermeiras realizando
> procedimentos médicos. Em algumas ocasiões, atendi ao pedido de uma paciente
> de ficar com ela e até segurar a sua mão durante o processo, mas apenas quando
> era eu a assistente a acompanhá-la durante a entrada e o aconselhamento. Não
> era o caso de hoje. Então, por que precisavam de mim?
> 
> O aborteiro visitante de hoje só esteve aqui, na clínica de Bryan, duas ou
> três vezes antes. Ele praticava abortos privadamente a cerca de 160
> quilômetros de distância. Assim que conversei com ele sobre o trabalho,
> algumas semanas antes, ele me explicou que, para ficar mais fácil, só fazia
> abortos por ultrassom – o procedimento abortivo com o menor risco de
> complicações para a mulher. Porque esse método permite ao médico ver
> exatamente o que está acontecendo dentro do útero, há menos chances de
> perfurar a parede do útero, um dos riscos do aborto. Eu respeitava isso da
> parte dele. Quanto mais pudesse ser feito para manter as mulheres seguras e
> saudáveis, melhor, eu pensava. No entanto, expliquei a ele que essa prática
> não era o protocolo comum em nossa clínica. Ele entendeu e disse que seguiria
> nossos procedimentos usuais, embora concordássemos que ele estaria livre para
> usar o ultrassom, se a situação assim o exigisse.
> 
> Pelo que sabia, nunca tínhamos feito abortos por ultrassom em nossas
> instalações. Fazíamos abortos apenas em sábados alternados, e a meta
> estipulada por nossa filial era realizar de 25 a 35 procedimentos naqueles
> dias. Gostávamos de terminar tudo por volta das 14h. Nosso procedimento
> costumava durar em torno de 10 minutos, mas um ultrassom atrasava mais 5
> minutos – e quando você está agendando 35 abortos para um dia, esses minutos a
> mais fazem a diferença.
> 
> Relutei por um momento do lado de fora da sala de exames. Nunca gostei de
> entrar nessa sala durante um procedimento de aborto – nunca aceitei bem o que
> acontecia por trás daquela porta. Mas, como todos nós devíamos estar prontos
> para colaborar e fazer o serviço, eu abri a porta e entrei.
> 
> A paciente já estava sedada – ainda consciente, mas grogue –, com o médico
> lançando a luz sobre ela. Ela estava em posição, os instrumentos arrumados na
> bandeja próxima à porta e a enfermeira posicionava a máquina de ultrassom
> perto da mesa de operações.
> 
> "Eu vou realizar um aborto por ultrassom nessa paciente. Preciso que você
> segure a sonda", explicou o médico.
> 
> Assim que coloquei a sonda de ultrassom nas mãos e ajustei as configurações na
> máquina, argumentei comigo mesma: Eu não quero estar aqui. Eu não quero
> participar de um aborto. Não, atitude errada – eu precisava me concentrar para
> essa tarefa. Respirei fundo e tentei prestar atenção à música de rádio que
> tocava suavemente ao fundo. É uma boa experiência de aprendizado – nunca vi um
> aborto por ultrassom antes, disse a mim mesma. Talvez isso me ajude na hora de
> aconselhar as mulheres. Vou aprender em primeira mão sobre esse processo mais
> seguro. Além disso, vai acabar em apenas alguns minutos.
> 
> Eu não podia imaginar como os próximos 10 minutos iriam abalar as fundações
> dos meus valores e mudar o curso da minha vida.
> 
> Eu havia ocasionalmente diagnosticado clientes por ultrassom antes. Era um dos
> serviços que oferecíamos para confirmar uma gravidez e estimar a sua duração.
> A familiaridade de preparar um ultrassom aliviou a minha inquietação por estar
> nessa sala. Apliquei o lubrificante na barriga da paciente e, então, arrumei a
> sonda até que o seu útero aparecesse na tela e ajustei a posição da sonda para
> capturar a imagem do feto.
> 
> Esperava ver o que já tinha visto em ultrassons passados. Normalmente,
> dependendo de quanto tempo era a gestação e de como o feto estava virado, eu
> via primeiro a perna, ou a cabeça, ou alguma imagem parcial do tronco, e
> precisava mexer um pouco para conseguir a melhor imagem possível. Mas, dessa
> vez, a imagem estava completa. Eu podia ver a silhueta inteira e perfeita de
> um bebê.
> 
> Parece-se com Grace quando tinha 12 semanas, eu pensei, surpresa, lembrando da
> primeira vez em que espreitei minha própria filha, três anos antes, protegida
> no aconchego de meu ventre. A imagem agora diante de mim parecia a mesma,
> apenas mais clara e mais nítida. Esse detalhe me assustou. Eu podia ver
> claramente o contorno da sua cabeça, dos seus braços e pernas, até mesmo dos
> seus pequenos dedinhos. Perfeitamente.
> 
> E, então, rapidamente, o sentimento da ardente memória de Grace foi
> substituído por um surto de aflição. O que eu estou prestes a ver? Meu
> estômago se remexeu. Eu não quero assistir o que está prestes a acontecer.
> 
> Suponho que isso soa estranho vindo de uma profissional que gerenciava uma
> clínica da Planned Parenthood por dois anos, aconselhando mulheres em crise,
> agendando abortos, revisando os orçamentos mensais da clínica, contratando e
> treinando equipes. Mas, estranho ou não, o simples fato é que eu nunca estive
> interessada em promover abortos. Eu viria para a Planned Parenthood oito anos
> antes, acreditando que o seu propósito principal era prevenir gestações
> indesejadas, reduzindo, desse modo, o número de abortos. Essa era certamente a
> minha meta. E eu acreditava que a Planned Parenthood salvava vidas – a vida de
> mulheres que, sem os serviços providos por essa organização, poderiam acabar
> nas mãos de algum açougueiro de fundo de beco. Tudo isso correu pela minha
> mente enquanto eu mantinha cuidadosamente a sonda em seu lugar.
> 
> "Treze semanas", ouvi dizer a enfermeira, depois de tirar as medidas para
> determinar a idade do feto.
> 
> "Ok", disse o médico, olhando para mim, "apenas mantenha a sonda no lugar
> durante o procedimento, para que eu veja o que estou fazendo."
> 
> O ar frio da sala de exames me fazia congelar. Com meus olhos ainda colados na
> imagem desse bebê perfeitamente formado, eu assistia ao vídeo, quando uma nova
> imagem surgiu na tela. A cânula – um instrumento em forma de canudo atado ao
> final do tubo de sucção – foi introduzida no útero e se aproximava do lado do
> bebê. Parecia como um invasor na tela, um intruso. Errado. Aquilo parecia
> errado.
> 
> Meu coração acelerou. O tempo parou. Não queria olhar, mas também não queria
> parar de olhar. Eu não podia não assistir. Estava aterrorizada, mas fascinada
> ao mesmo tempo, como um desses curiosos que desacelera o carro quando passa
> diante de algum acidente horrível – não querendo ver um corpo destroçado, mas
> olhando tudo, mesmo assim.
> 
> Meu olhar voou para o rosto da paciente. Corriam lágrimas dos cantos dos seus
> olhos. Eu podia ver que ela estava sofrendo. A enfermeira limpou o seu rosto
> com um lenço.
> 
> "Apenas respire", a enfermeira gentilmente a instruía. "Respire".
> 
> "Está quase acabando", eu sussurrei. Queria ficar focada nela, mas meus olhos
> voltaram rápido para a imagem na tela.
> 
> A princípio, o bebê não parecia se importar com a cânula. Ela tocou suavemente
> o seu lado e, por um segundo, eu me senti aliviada. É claro, eu pensei. O feto
> não sente dor. Tinha assegurado isso a inúmeras mulheres, como fora ensinada
> pela Planned Parenthood. O tecido fetal não sente nada ao ser retirado.
> Controle-se, Abby. Este é um procedimento médico simples e corriqueiro. Minha
> cabeça estava trabalhando pesado para controlar minhas reações – não podia
> esboçar nenhuma inquietação que se parecesse minimamente com terror, enquanto
> observava a tela.
> 
> O movimento seguinte foi o arranco súbito de um pezinho. O bebê começou a
> chutar, como se tentasse fugir daquele intruso ameaçador. Assim que a cânula
> apertou o seu lado, o bebê começou a lutar para virar e se mexer. Parecia
> claro para mim que ele podia sentir a cânula – e não gostava nada do que
> estava sentindo. Então, a voz do médico interrompeu, me assustando.
> 
> " Beam me up, Scotty" [*], ele disse tranquilamente à enfermeira. Estava
> pedindo a ela que iniciasse a sucção – em um aborto, a sucção só começa quando
> o médico sente que tem a cânula exatamente no lugar certo.
> 
> Eu tive um impulso súbito de gritar: "Pare!", de sacudir aquela mulher e
> dizer: "Olhe o que está acontecendo com o seu bebê! Acorde! Depressa!
> Impeça-os!"
> 
> Mas assim que concebia essas palavras, eu olhava para minha própria mão
> segurando a sonda. Eu era uma deles fazendo aquilo. Meus olhos voltaram para a
> tela de novo. A cânula já estava sendo girada pelo médico e, agora, eu podia
> ver o seu pequenino corpo ser violentamente retorcido. Por um brevíssimo
> momento, parecia que o bebê era espremido como um pano de prato, torcido e
> apertado. Então, ele ficou enrugado e começou a desaparecer para dentro da
> cânula, diante dos meus olhos. A última coisa que vi foi a sua coluna
> minúscula e perfeitamente formada ser sugada pelo tubo, e então já era. O
> útero estava vazio. Completamente vazio.
> 
> Eu estava imóvel e incrédula. Sem perceber, soltei a sonda. Ela escorregou da
> barriga da paciente e deslizou para a sua perna. Eu podia sentir meu coração
> batendo forte – tão forte que meu pescoço latejava. Tentei puxar fundo a
> respiração, mas não conseguia inspirar nem expirar. Ainda olhei espantada para
> a tela, mas ela estava preta agora, porque eu tinha perdido a imagem. Não
> conseguia assimilar nada. Estava muito chocada e abalada para me mexer. Estava
> consciente de que o médico e a enfermeira casualmente conversavam enquanto
> trabalhavam, mas aquilo soava distante, como um vago barulho de fundo, difícil
> de escutar, tendo o pulsar do meu próprio sangue nos ouvidos.
> 
> A imagem do corpo pequenino, destroçado e sugado fora, ainda se repetia em
> minha mente, e, com ela, a imagem do primeiro ultrassom de Grace – como ela
> tinha quase o mesmo tamanho. E podia ouvir em minha memória uma das muitas
> discussões que tive com meu marido, Doug, sobre aborto.
> 
> "Quando você estava grávida da Grace, não era um feto; era um bebê", ele
> dizia. Agora, aquilo me atingia como um raio: Ele estava certo! O que estava
> no ventre dessa mulher há alguns momentos estava vivo. Não era apenas tecido,
> células. Era um bebê humano. E estava lutando por sua vida! Uma batalha que
> ele perdeu num piscar de olhos. O que tenho dito às pessoas por anos, aquilo
> em que tenho acreditado, o que tenho ensinado e defendido, não passa de uma
> mentira.
> 
> De repente, senti os olhos do médico e da enfermeira em minha direção.
> 
> "Abby, você está bem?", perguntou o doutor. Os olhos da enfermeira procuravam
> o meu rosto com preocupação.
> 
> "Sim, estou bem." A sonda ainda não estava corretamente posicionada e, agora,
> estava preocupada, porque o doutor não conseguia mais ver o interior do útero.
> Minha mão direita segurou a sonda e a minha esquerda repousou cuidadosamente
> na barriga quente da mulher. Olhei de relance para o seu rosto. Mais lágrimas
> e uma expressão de dor. Mexi a sonda até recuperar a imagem do seu útero agora
> vazio. Meus olhos viajaram de volta para minhas mãos. Olhei-as como se sequer
> fossem as minhas próprias mãos.
> 
> Quantos estragos fizeram estas mãos durante os últimos oito anos? Quantas
> vidas foram ceifadas por causa delas? Não apenas pelas minhas mãos, mas pelas
> minhas palavras. E se eu soubesse a verdade, e se a contasse para todas
> aquelas mulheres?
> 
> E se...
> 
> Eu tivesse acreditado em uma mentira? Eu tinha promovido cegamente a "linha da
> empresa" por todo esse tempo. Por quê? Por que não havia procurado pela
> verdade por conta própria? Por que havia fechado meus ouvidos aos argumentos
> que escutava? Meu Deus, o que eu tinha feito?
> 
> Minha mão estava ainda na barriga da paciente e eu sentia que havia
> simplesmente tirado algo dela com aquela mão. Eu a tinha roubado. E minha mão
> começou a doer – sentia uma dor física, de verdade. E bem ali, de pé, ao lado
> da mesa, com minha mão na barriga daquela mulher em lágrimas, este pensamento
> emergiu do mais profundo do meu ser:
> 
> Nunca mais! Nunca mais.
> 
> Entrei no piloto automático. Enquanto a enfermeira limpava a mulher, coloquei
> de lado a máquina de ultrassom, levantei gentilmente a paciente, que estava
> mole e grogue. Ajudei-a a sentar-se, coloquei-a em uma cadeira de rodas e a
> levei à sala de recuperação. Arrumei um cobertor em volta dela. Como muitas
> pacientes que tinha visto antes, ela continuava a chorar, visivelmente
> condoída, emocional e fisicamente. Fiz o meu melhor para fazê-la sentir-se
> mais confortável.
> 
> Dez minutos – talvez quinze, no máximo – se passaram, desde que Cheryl me
> pediu para ajudá-la na sala de exames. E naqueles poucos minutos, tudo mudou.
> Drasticamente. A imagem daquele bebê sendo torcido e se debatendo ainda se
> repetia em minha mente… E a paciente? Eu me senti muito culpada. Tinha tirado
> algo precioso daquela mulher e ela sequer sabia disso.
> 
> Como as coisas chegaram a isso? Como deixei que acontecesse? Tinha investido
> meu ser, meu coração e minha carreira na Planned Parenthood porque me
> preocupava com as mulheres em crise. E agora era eu mesma quem enfrentava uma
> crise.
> 
> Olhando para trás, para aquele 30 de setembro de 2009, percebo como Deus é
> sábio não nos revelando o nosso futuro. Se soubesse a tempestade que estava
> para suportar, não teria tido a coragem de mover adiante. Como eu não sabia,
> não estava procurando ainda por coragem. Estava, todavia, tentando entender
> como eu fui terminar naquele lugar – vivendo uma mentira, espalhando uma
> mentira e machucando toda mulher que eu então queria ajudar.
> 
> Eu desesperadamente precisava saber o que fazer depois.
> 
> Essa é a minha história.
> 
> Abby Johnson.




NOTAS

* A expressão " Beam me up, Scotty!" é um bordão nos Estados Unidos, retirado da
série de ficção científica Star Trek ["Jornada nas Estrelas"]. Trata-se de um
comando dado pelo Capitão Kirk ao engenheiro-chefe da nave estelar, Scotty,
quando ele precisa ser transportado de volta à nave estelar Enterprise. No
contexto do procedimento do aborto, significa, como Abby mesmo explica, um
comando para "transportar" a criança do útero materno pelo tubo de sucção. Uma
tentativa patética por parte do aborteiro de "brincar" com a situação.

Aborto
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